terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma entrevista sobre meu estágio de pós-doutorado em Oxford

Entrevista à jornalista Elisa Chueiri (Jornal da UFU)


Elisa: "Como é ter a oportunidade de fazer um doutorado, pós doutorado
ou especialização fora do Brasil?"
R: É como fazer uma grande viagem intelectual e cultural (fazendo
literalmenteuma grande viagem geográfica). A gente aprende
e descobre muitas coisas mas está sempre pensando no retorno.

Elisa: "Quais as oportunidades a mais que tem um professor com essa
oportunidade, com relação ao que não procura a mobilidade?"
R: maior e melhor intercâmbio e interlocução com outros professores de
várias partes do mundo; uso de bibliotecas e laboratorios muito
desenvolvidos; imersão linguística.

Elisa: "Qual sua área de pesquisa?"
R: Ética e Bioética. Minha pesquisa aqui trata de "racionalidade,
normatividade e o valor da vida".

Elisa: "O que faz na Universidade de Oxford?"
R: utilizo as bibliotecas para minha pesquisa,
frequento cursos e seminários avançados,
converso algumas vezes pessoalmente com professores de Oxford
e outros  lugares do mundo, visito centros e comitês de ética.

Elisa: "O período fora do país é financiado por alguma instituição?"
R: Sim, claro. A UFU paga meu salário regularmente (e meus colegas de
departamento assumem meus encargos didáticos e administrativos
enquanto estou fora); o CNPq e a Fapemig pagam as passagens
e um auxílio mensal ("bolsa").
Professores dificilmente saem do país sem este tipo de apoio, especialmente
se tem família. (E eu tenho uma maravilhosa)

Elisa: "Como são as pessoas da região, a hospitalidade, o nível de dificuldade
da Universidade?"
R: As pessoas são muito educadas e bastante hospitaleiras, especialmente os
professores. Quanto mais famosos, mais simples, acessíveis e generosos.
Não sei dizer sobre o nível de dificuldade em geral, para professores brasileiros.

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