sexta-feira, 7 de setembro de 2018

PROVA 1 DE ÉTICA 2, 2018.

Prova 1 (Ética 2, Prof. Alcino) – entrega no dia 18/09, 8:00 h (mat) e 19 h (not)

Alunos:

·     A prova é um pouco diferente da usual. Preste atenção abaixo. O professor e a monitora não dirão nada sobre a prova; você, por si mesmo, sozinho ou em grupo, deve interpretar o que deve ser feito. As questões escolhidas são:

A)   Qual é o problema de haver vários princípios e teorias morais, em bioética? Quais as soluções para o problema?

B)   O que é decisão de princípio e decisão sob princípios? Aponte diferença (s) e semelhança (s).

C)   Como você entende as duas teorias em foco, a kantiana e a utilitarista, e como o texto sugere entendê-las conjuntamente? Você concorda? Justifique.


[1] Primeira Parte: ouvir, falar e debater.

1.     Você deve, sozinho, meditar nas perguntas e elaborar, mentalmente ou num esboço, as respostas. Você, que será chamado de Aluno A, deve formar uma dupla com outro aluno, aluno B. (Ambos fazem esta tarefa 1 isoladamente).

2.     GRAVAÇÃO: O aluno A grava, como arguidor, com ajuda do celular ou outro meio, a pergunta A, (lendo literalmente a questão), e depois da leitura, acrescenta um esclarecimento ou comentário para elucidar melhor a pergunta. Então, o Aluno B, que cumpriu a tarefa 1 acima sozinho, dá uma boa resposta, gravada em sequência.

3.     O Aluno A então levanta outra questão ou comentário crítico, no mesmo tema (questão A), como um tipo de Réplica da resposta de B. O Aluno B faz a tréplica, respondendo ou comentando a fala de A.



4.     O Aluno B, agora como arguidor, grava a pergunta B, lendo (literalmente) a questão, e depois da leitura, acrescenta um esclarecimento ou comentário para elucidar melhor a pergunta. Então, o Aluno A dá uma boa resposta, gravada na sequência.

5.     O Aluno B, então, no mesmo tema (questão B), levanta outra questão ou comentário crítico, como um tipo de Réplica da resposta de A. O Aluno A faz a tréplica, respondendo ou comentando a fala de B.



[2]Segunda parte: Alunos A e B, juntos, escrevam a resposta à questão C, usando uma lauda (uma página)



·     TRAGAM A GRAVAÇÃO (Arquivo e aparelho) E A LAUDA ESCRITA EM 18/09, PARA APRESENTAR NA AULA.




“Que nota darei?”

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

CURSO DE ÉTICA 2 (2018): QUESTÕES PARA ESTUDO E APROFUNDAMENTO: TÓPICOS 1 A 4

ÉTICA 2 - 2018

QUESTÕES PARA ESTUDO E APROFUNDAMENTO: TÓPICOS 1 A 


1. BIOÉTICA - 14/08

1.     O que é teoria formal, ética, moralidade, os três ramos da ética? 
2.     Quais são as três referências da palavra “dever”? Explique com um exemplo.
3.     Qual é problema de haver vários princípios e teorias morais, em bioética? Quais as soluções para o problema?
4.     Qual vantagem e dificuldade (s) da proposta chamada de metodológica?

2.METAÉTICA – 21/08

1.     Quais os problemas detectados nas teorias subjetivistas? Explique ao menos um.
2.     Explique o problema da “questão em aberto”, para o naturalismo ético.
3.     Por que o intuicionismo incorreria na aceitação de mundos morais impossíveis?
4.     Qual dificuldade você vê no realismo moral? Justifique

3.RACIONALIDADE – 28/08

1.     Identifique e resuma o debate sobre clonagem, no texto.
2.     Onde está a superveniência, e qual a sua função, no debate sobre a clonagem? (Compare o conteúdo com a parte “A lógica do raciocínio moral”, do texto 1)
3.     O que é decisão de princípio e decisão sob princípios? Aponte diferença (s) e semelhança (s). (Compare a parte “Os dois níveis do pensamento moral”, do texto 1).
4.     Como Singer responde ao desafio de Huemer, sobre a necessidade e importância da intuição e da verdade moral?

4. IMPARCIALIDADE – 04/09

1.    Como você entende as duas teorias em foco, a kantiana e a utilitarista, e como o texto sugere entendê-las conjuntamente? Você concorda? Justifique.
2.    Quais os componentes e o significado (mínimo) de: raciocínio utilitarista, universalização na ética e níveis do pensamento moral?
3.    Consulte o texto de Kant, A Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Seção 2 (parágrafos sobre o imperativo categórico, as duas primeiras fórmulas e os quatro exemplos em cada uma delas) e mostre como o texto é compreendido por cada uma das interpretações sugeridas no texto da aula.
4.    “O elemento mais importante do imperativo categórico está no significado de “poder querer (a universalização da máxima)”. Explique.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

RELIGIÕES E ÉTICA

"Mahavira, the Jain patriarch, surpassed the morality of the Bible with a single sentence: "Do not injure, abuse, oppress, enslave, insult, torment, torture, or kill any creature or living being." Imagine how different our world might be if the Bible contained this as its central precept." (― Sam Harris, Letter to a Christian Nation). Não sei se você já se fez. Já me fiz pergunta bem similar: quando ainda adolescente questionei a mim mesmo por que o Novo Testamento não condenou a escravidão, ao contrário, pregava aos escravos que fossem obedientes aos seus donos, assim como pregava às mulheres que fossem submissas aos maridos, além de pedir que nos submetamos ao Estado, como proveniente de Deus, na época, o Estado romano. Ao contrário de outros adolescentes ou jovens que  ao chegar a tais questionamento e não encontrar boas respostas, abandonam a religião, eu continuei, na época, a ser cristão, ainda que não mais do tipo ortodoxo, tentando sempre, desde aquele tempo, combinar a ética humanista com a espiritualidade mais tradicional (e recentemente adotando outra resposta).

Sobre Mahavira e o Jainismo, numa pesquisa superficial, não encontrei a oração "não escravize qualquer ser vivo" (o que o deixaria claramente à frente da Bíblia e do Alcorão), mas confirmei que para ele, Mahavira, a não violência (ahimsa), tanto a violência de tirar a vida de uma criatura, quanto a de causar danos físicos, era de fato o núcleo principal de todo seu ensinamento religioso e moral, a ponto de incluir explicitamente os outros animais no dever de não matar, algo que supera sem sombra dúvidas a moralidade das religiões tradicionais ocidentais. Algo similar se pode dizer das outras religiões orientais semelhantes, como o Budismo e o Hinduísmo. As regras e orientações principais de Mahavira (Ahimsa - não causar dano e sofrimento a qualquer ser (não violência); Satya - evitar a mentira; Asteya - não se apropriar do que não nos foi dado; Brahmacharya – evitar a má condita sexual e não abusar sexualmente dos outros; Não se intoxicar com álcool e drogas [Aparigraha - não acumular nem se apegar às coisas e valores materiais]) estão na ética da Yoga, que tem também, a yoga, outros cinco princípios (noutra postagem falo delas), e na ética do chamado caminho óctuplo, ou das oitos sendas, do Budismo. Todos incluem, em alguma medida significativa, os animais, e pregam ou ao menos valorizam explicitamente o vegetarianismo, como compromisso ético e religioso.

Porém, lembremo-nos já, o velho testamento da Bíblia cristã, algo compartilhado pela Torá do judaísmo, possui, entre os dez mandamentos da lei de Deus, que não se deve matar, nem roubar, nem levantar falso testemunhl, algo como evitar a mentira, a condenação da má conduta sexual (da infidelidade), o pedido para cuidar dos pobres. A regra de ouro é parte do Alcorão ("Ninguém é fiel a Alá até que queira aos outros o que quer para si) e os profetas judeus pregavam o respeito aos órfãos, às viúvas e aos estrangeiros, os mais vulneráveis na sociedade da época. No novo testamento cristão, que mantém os mandamentos, acrescenta a famosa regra de ouro mas em versão mais exigente: a positiva "faça aos outros como queres que eles façam a vocês"; também diz para se interpretar todas as diretivas relativas à conduta para com outros seres humanos como amor ao próximo como a si mesmo, ou, mais ainda, no amor aos outros como Cristo amou a humanidade, algo que nos levaria além da regra de ouro. Daí à inclusão dos animais, como em São Francisco, há um passo pequeno, ainda não incorporado pela maioria cristã.

Assim, não acho que Sam Harris esteja certo, não totalmente, ao menos; penso que o cristianismo não pode ser bem avaliado apenas considerando o que fizeram ou fazem "nações cristãs" pouco coerentes com a ética cristã, especialmente a que ele se refere, os USA atualmente. Houve muito no passado e ainda há coisas que desabonam o cristianismo, assim como contra o judaísmo e o islamismo, religiões monoteístas irmãs. Mas o que as pessoas fazem com boas ideias não é ainda um bom argumento contra as próprias ideias, e as tradições orientais citadas, vez ou outra, especialmente quando conectadas com algum poder político ou econômico constituído, também cometeram ou endossaram coisas muito ruins, como castas inferiores, sujeição das mulheres, discriminação contra os gays, e sim, por incrível que possa parecer, violência pura e simples. Um exemplo. Recentemente ficamos sabendo de como os monges lideres religiosos budistas, em Myamar, pregam e se insurgem contra a minoria islâmica rohingya, minoria que sofre vários tipos de discriminação e injustiça. Recentemente passou, em Myamar, a sofrer genocídio, e isso tudo com apoio dos principais líderes religiosos budistas. 

Mas nem o budismo nem o cristianismo merecem ser tidos como totalmente culpados por isso, ainda que não devem deixar de serem responsabilizados também, ao menos em parte, por exemplo, como citado no início por mim, nem a Torá, nem a Bíblia, nem o Alcorão condenaram explicitamente a escravatura (infelizmente, até a reforçaram), assim como seu texto ajudou a postergar avanços quanto a liberdade e igualdade humana. 

Nossa ética sempre avança com a reflexão crítica e a experiência social acerca de como podemos viver melhor, harmonizando nossos interesses com os interesses dos outros, e as religiões tradicionais foram e são um modo de ajudar a chegar a isso, especialmente com a regra de ouro, que todas possuem e aparentemente sem influência recíproca (a regra de "Não fazer aos outros o que não aceitamos que eles nos façam" também está em muitas outras tradições espirituais e morais e em filosofias não religiosas), mas as religiões, incluindo, é preciso dizer, o cristianismo, não são sempre um bom modo de ajudar a fazer do mundo um lugar melhor (por exemplo, quando misturam ou confundem a ética com tradição religiosa e cultural, ou quando seguem, sem ponderações morais mais amplas e independentes, os mandamentos religiosos como ordens que não devem se questionadas, já que algo não pode se certo porque alguém, mesmo Deus, ordena, mas antes, é uma ordem, especialmente de Deus, se existir, porque é certo fazer aquilo, e há razões para ser certo, razÕes que estão nos fatos e no raciocínio moral). As religiões também não são o único modo de nos ajudar a viver melhor, a ética não religiosa, focada apenas nas consequências de nossas ações para o bem comum, sem preocupação com recompensas ou punições após a morte, é um modo aparentemente até mais eficaz de educação para se viver eticamente., no clima cultural atual. 

Concluindo, as religiões, importantes em si, devem ser sempre vistas com alguma desconfiança. Parafraseando Jesus, as religiões existem para o ser humano (e para a ética), e não os seres humanos (e a ética), para as religiões.


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

ATENÇÃO_ALUNOS_TEXTOS_DISCIPLINAS_2018_segundo semestre

BIOÉTICA - 

Ética 2 (Filosofia); Seminários Temáticos (Ciências da Saúde); Projetos de TCC; Monografia

TEXTOS EM: 
https://drive.google.com/open?id=1FqLFdS4vuV6doziP5qcpasfMNUbP_ino

Aulas de 14/08: BIOÉTICA
Bioética Baseada em Razões
Metaética, Argumento Moral e Bioética [ParteI: 125-131; 141-146]

Aulas de 21/08: METAÉTICA
Metaética, Argumento Moral e Bioética [Parte II: pp. 131-138] 
Realismo normativo não-naturalista e MMI
Realismo Moral, uma introdução.

Aulas de 28/08: RACIONALIDADE
Notas sobre como tomar decisões racionais em ética
Intuicionismo e Prescritivismo.

Aulas  de 04/09:  IMPARCIALIDADE
Prescritivismo Universal e Utilitarismo
Imperativo categórico e contradição prática

(PROVA 1: 11/09)

Aula de 18/09: MAIOR BEM 
ORD_The Moral Imperative of Cost-Effectiveness in Global Health

Aulas de  25/09:  SAÚDE PÚBLICA
Judicialização
Saúde Pública, Utilidade e Equidade

Aulas de 02/10: IDENTIDADE
Identidade e Pessoalidade.
Quando começa a vida?

[continua em breve...]


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Aborto e ética: uma perspectiva liberal

A tese em favor do direito ao aborto diz que d
evemos aceitar, como sociedade, o direito legal ao aborto, ao menos no primeiro trimestre da gestação (o que se pode chamar de aborto precoce), como um direito reprodutivo da mulher que, tendo engravidado, não quer mais continuar com a gestação. Proibir e criminalizar o aborto voluntário precoce, quando a vida fetal está neste estágio inicial e a mulher quer interromper a gesatção, deve ser tido por nós como uma intromissão e restrição injustificáveis na sua privacidade e liberdade.

O principal problema da aceitação disto é que o aborto acarreta a morte do feto - que podemos chamar de ser humano em estágio fetal. Em geral tirar a vida de outro ser humano é um grave erro. Todavia, se pensarmos bem, no caso do aborto há este conflito entre manter a vida humana intrauterina e resguardar a privacidade da mulher sobre o próprio corpo e seu papel na reprodução: quem é a favor do direito ao aborto, e eu sou, pensa que faz sentido que neste caso prevaleça, ao menos na esfera dos direitos legais, o valor de respeitar a privacidade e liberdade de uma mulher, contra o valor da vida. 

Os fatos principais que justificam isso são:  (1) que o ser humano em estágio fetal está dentro do organismo da mulher e ela não quer levar adiante a gestação, neste ponto; (2) que este ser humano, no primeiro trimestre, ainda tem uma vida predominantemente, senão totalmente, vegetativa, não possuindo ainda nem capacidade para consciência nem vivência de experiências subjetivas. (Mais tarde na gestação, mais ou menos depois de 20 semanas de gestação, para a ciência atual, o feto adquirirá a capacidade para consciência e experiências subjetivas, desenvolvendo mais do que uma vida meramente biológica; passará a ser um sujeito de experiências ou um ser humano consciente, ainda que provavelmente não será ainda consciente de si).

Estes fatos são as razões que justificam dar peso maior à autonomia reprodutiva da mulher, em sua vontade de interromper ou não a gestação, e, inevitavelmente, um peso menor à vida intra-uterina do feto. Se o feto estivesse fora do organismo da mulher, seria menos relevante que estivesse em estado predominantemente ou totalmente vegetativo; se o feto fosse capaz de consciência e fosse sensciente, seria menos relevante que estivesse dentro da mulher. Mas, no caso do aborto precoce, os dois fatos vem juntos, e isso é relevante.

Pelo que parece, estes ingredientes juntos não estão presentes em outras situações em que pensamos que é errado que se tire a vida de outro ser humano. Qual é o caso semelhante que contenha os dois ingredientes? Uma pessoa em estado vegetativo num hospital? Mas ela possui a capacidade para a consciência e já foi sensciente, enquanto o feto nunca o foi e, neste período, não pode sê-lo; além disso está fora do organismo da mulher. 

Mas e se o paciente no hospital também nunca esteve em estado consciente ou não tem tal capacidade, poderemos tirar-lhe a vida? Supondo que não, novamente, ele não está dentro do organismo da mulher, há alternativas para resguardar a privacidade da pessoa que não queira a vida deste ser humano sem tirar-lhe a vida. Supondo porém que não seja errado encerrar a vida de um ser humano que sempre esteve em estado vegetativo, então não deveria ser visto como errado tirar a vida num aborto precoce, em que tal ser humano está dentro da mulher. 

Em que outra situação podemos pensar que não seria justificado dar maior peso à liberdade e privacidade sobre si mesmo, se isso tira a vida de um outro ser humano, exceto no caso real do aborto e em casos imaginários em que um outro organismo, não sensciente, se encontra conectado a outro deste modo íntimo? Em qual situação há um conflito em que, ou se resguarda a privacidade, ou se mantém a vida de um outro ser humano em estado vegetativo, e não há a alternativa de resguardar as duas coisas? 

O desafio filosófico e prático posto aqui é: se houver tal caso, eu, que defendo o direito ao aborto, devo mudar de idéia; se não houver, quem é contra é que deve mudar de posição, ao menos quanto ao direito legal da mulher, reconhecendo que possui uma posição de intromissão injustificável na vida da mulher, se se refere à lei. 

A melhor interpretação do que ocorre aqui é que, nesta relação biológica especial da gestação de um outro ser humano dentro de nós, abortar não equivale a matar no sentido em que matar é geralmente errado: é plausível aceitar que não devemos aplicar ao aborto precoce a regra contra tirar a vida de um ser humano, ou, alternativamente, que o aborto precoce deve ser contado entre as exceções justificadas à regra.

Sugestão: veja mais detalhes de vários argumentos sobre o aborto neste artigo do filósofo Pedro Galvão: http://pedrogalvao.weebly.com/…/6/6/5/5/6655805/pgaborto.pdf ou no livro editado por ele: A ética do aborto: perspectivas e argumentos. Lisboa, Dinalivro, 2005. cf. https://criticanarede.com/fp_01.html) 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017



Orientação aos estudantes interessados em orientação e pesquisa 

[I] Ciências da Saúde 
[II] Filosofia

aos estudantes interessados em orientação e pesquisa de pós graduação em Ciências da Saúde



MESTRADO E DOUTORADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE UFU  
http://www.pgcs.famed.ufu.br

São considerados projetos específicos de Bioética e que contenham propostas para análise e avaliação de questões e teorias em bioética, ética na saúde pública, ética médica e ética na pesquisa. São bem vindas pesquisas sobre problemas tais como: uso de embriões humanos em pesquisa, aborto, eutanásia, experimentação animal, ponderações do valor da vida (qaly, utility), ponderações do valor de benefícios em saúde (custo-efetividade), metodologias em bioética.

Para contato formal é necessário saber inglês e apresentar um ensaio de até 5 páginas sobre o assunto de seu interesse (problema e ideia central, breve revisão do estado da arte do tema, desenho da pesquisa ou passos do estudo, justificativa).

Sugiro, para a forma do ensaio, seguir as dicas que estão no livro A Arte de Argumentar, de Weston (Lisboa, Gradiva, 2005), e, para o conteúdo do ensaio, fazer uma revisão de literatura atualizada com base no PUBMEd e em revistas de bioética de alto padrão (veja no link abaixo), além de livros relevantes ao tema, se houver.

Há concorrência de propostas que destaquem com clareza: aspectos factuais (por exemplo, informações relevantes), valorativos (por exemplo, princípios e avaliações morais), e práticos/normativos (por exemplo, normas gerais, leis, políticas públicas, protocolos profissionais ou condutas individuais).

Para encontrar boas revistas de bioética e outras fontes: https://repository.library.georgetown.edu/handle/10822/503786

 http://lattes.cnpq.br/2585330510002189


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[II] MESTRADO EM FILOSOFIA - UFU  (http://www.posfil.ifilo.ufu.br/)

São acolhidas pesquisas nas áreas de: metaética (por exemplo, teorias realistas e expressivistas; epistemologia moral; verdade moral; raciocínio moral; argumentos e lógica em moralidade), ética normativa (por exemplo, teorias utilitaristas, deontológico-kantianas, intuicionistas-pluralistas), e ética aplicada (por exemplo, pesquisa com embriões humanos, aborto, eutanásia, suicídio assistido, valor da vida humana, valor da saúde pública, metodologias em bioética).

Para contato formal é necessário saber inglês e apresentar um ensaio de até 6 páginas redigidas sobre o assunto de seu interesse (problema e ideia central, objetivos, desenho da pesquisa ou passos do estudo, argumentos (iniciais) e objeções/alternativas). Sugere-se, para a produção e forma do ensaio, seguir os passos que estão no livro de WESTON, A. A arte de argumentar, Lisboa, Gradiva, 2005, e, para o conteúdo do ensaio em ética aplicada, fazer revisão de literatura atualizada com base em PUBmed e em Revistas de bioética de alto padrão (veja no link abaixo), além de livros filosóficos relevantes ao tema, se houver.

Há concorrência de projetos que abordem problemas, temáticas ou autores de maneira conceitual e argumentativa (analítica), tratando de um tópico filosófico específico (não serão aceitos projeto estritamente de interpretação de autores ou sistemas, desligados de problema específico ou desenvolvimento teórico sobre o ponto). Propostas em ética aplicada e bioética devem destacar com clareza: aspectos factuais (por exemplo, informações relevantes), valorativos (por exemplo, princípios e avaliações morais), e prático-normativos (por exemplo, normas gerais, leis, políticas públicas, protocolos profissionais ou ações justificáveis).


Para encontrar boas revistas de bioética e outras fontes: https://repository.library.georgetown.edu/handle/10822/503786
http://lattes.cnpq.br/2585330510002189

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Greve na Universidade, 2016.

Em outubro escrevi esta avaliação sobre entrar ou não em greve que, a pedidos de alguns alunos e colegas, coloco aqui.

"Preocupa-me muito ainda, neste momento delicado do país, se entrar em greve agora seria adequado, já que:

[1] ainda não tenho clareza sobre a emenda do teto e disciplina nos gastos públicos federais, nem tenho conhecimento adequado de suas consequências prováveis (não só para nós, educadores, funcionários civis e alunos de universidades - e nossos projetos pessoais e coletivos como grupo de interesse corporativo e organizado -, mas também para outros atores e para o país como um todo, incluindo especialmente os afetados pela recessão, pelo desemprego e pela perda inflacionária, como também, e daí a dificuldade em decidir, dos que dependem no curto prazo da assistência social, do SUS e do ensino público); [2]não tenho convicção de que a greve seja um instrumento eficiente para lidar com isso agora; [3] supondo, todavia que a greve seja boa e eficaz, ainda pode ser que não seja o momento de usá-la, pode ser que a UFU deva esperar um pouco para avaliar o movimento antes de aderir significativamente (a UFU já foi das primeiras a iniciar movimentos assim no passado, movimentos que muitas vezes não "pegavam" e nos deixavam com o ônus de manter uma paralisação sem apoio de outras instituições).

Dados [1], [2] e [3], resolvi não aderir à greve, neste primeiro momento, e quero que os alunos sejam informados, por favor, que manterei meus cursos regularmente.

Quatro pontos complementares relevantes: [4] estou estudando o assunto da PEC do teto nos gastos e espero ter mais clareza e conhecimento adequado proximamente, quem sabe em novembro, mas ainda não apoio nem desaprovo integralmente a medida; simplesmente ainda não formei minha posição com a devida ponderação que o assunto merece (e estou tentando fazer isso de modo não tendencioso, com base em informações e avaliações de apenas um lado do debate, o que porém toma tempo e esforços para fazer; [5] o projeto de lei "escola sem partido" ou de reforma do ensino médio não é suficiente para justificar greve, ainda que eu o desaprove totalmente;  (neste ponto já que há alternativas de ação - como manifestações, mídia escrita e falada, simpósios e conversas individuais - já em curso e bastante promissoras, além de que, neste caso, greve de professores universitários parece reforçar o apelo do projeto para muitas pessoas e políticos (e outro ponto: a principal razão eu entrar em greve, se entrar, é o problema do teto nos gastos, e não este e outros projetos de lei); [6] pessoalmente, uma vez que não sou associado da ADUFU e então, não me vinculei voluntariamente às decisões da associação e da assembleia sindical, em especial em função de desaprovar a ADUFU e ANDES pelos modos autoritários e com manipulação de condução de decisões coletivas da parte destas associações e seus líderes, em particular em matéria de greves, tenho boas razões pessoais para não seguir o movimento grevista sindical da ADUFU e da ANDES agora; assim como [7] desaprovo que o CONSUN ou Administração endosse e promova indiretamente greves por decisões institucionais de calendário e outras administrativas, algo que ofende a liberdade docente e discente sem boas razões (e que não quero que seja usado, no futuro, contra greves. Ou seja: nem contra nem a favor).

[4], [5], [6] e [7] justificam e reforçam a deliberação de, pessoalmente, não aderir à greve neste momento. 

(Não tenho porém, nada a pedir ou aconselhar a vocês, quis só externar minha situação e reflexão no momento. Também não gostaria que me pedissem ou aconselhassem, ou ordenassem, nada sobre isso, ainda que escutarei com atenção aos que quiserem assim o fazer).

Cordialmente,

Prof. Alcino". 

Ética no enfrentamento da CoVID-19

Questões éticas difíceis passaram a nos atingir mais frontalmente com  a pandemia da COVID-19. O  NUBET – Núcleo de Bioética e Ética Pública...